Esta noite corre a premiação da Música Latina!
Claro que meu foco é a categoria "Melhor Album Cristão em língua Portuguesa", categoria da qual conheço bem todos os discos indicados. Fiz uma escuta rigorosa de todos e confesso o espanto com a qualidade de alguns dos indicados... Alguns são bons, outros são discos de realização técnica muito cuidadosa sem lá muito apuro artístico, outros me parecem figurar na lista por meio de algum encantamento mercadológico do mundo Gospel, uma ausência é sentida profundamente enquanto uma produção em particular se destaca. Quero destacar aqui alguns pontos:
1. Minha primeira grande surpresa foi a omissão do excelente "Ainda não é o último" da Banda Resgate. Considero este disco uma grata surpresa na cena Gospel! Um disco com personalidade e que certamente marca uma página importante na história já bem assentada da Banda Resgate.
2. Outra surpresa, esta um pouco mais grata, foi a indicação do "Multiforme" de Paulo César Baruk. Uma justiça feita a um dos álbuns mais completos e fiéis a seu próprio conceito dos últimos tempos. Penso que haveria um confronto de gigantes caso o "Multiforme" concorrese com o acima citado disco da Banda Resgate. O álbum de Paulo César Baruk é um trabalho completo e maduro como já declarei num post anterior quando do lançamento do trabalho que, mesmo não contando com o esquema de larga distribuição de gigantes como MK e outras gravadoras, é um sucesso de vendas e está projetando a Salluz Productions a um novo patamar no mercado Gospel nacional.
3. Na lista figuram os bons discos de Kleber Lucas, Soraya Moraes e da banda Rosa de Sarom, todos os três com um bom nível técnico de realização e as interpretações características por parte dos artistas, formando um apanhado interessante de novas tendências como no caso da banda Rosa de Sarom e atestando a regularidade das carreiras de Kleber Lucas e da já premiada Soraya Moraes.
4. Não tem sido do meu feitio bombardear os defeitos de produções que não me agradam e gostaria de manter assim o tom dos posts, no entanto, não posso deixar de comentar que os demais álbuns são somente aquele caldo de mercado de consumo que alimenta a massa com o velho "mais do mesmo" sem novidade alguma, processos gastos e repertórios de gosto duvidoso. Como á uma parcela considerável a consumir esta linha de produtos, sei que sou voto vencido e aceito as críticas sobre esta posição da mesma maneira que aceitaria que meu favorito a abocanhar o prêmio da noite perdesse para algum deles. Aqui, como no caso da presidência da República, vence o mais votado e não necessariamente o melhor. Mas afirmo sem medo de errar: se os votantes ESCUTAREM os álbuns, dá "Multiforme" com larga vantagem!